O Jogo da amizade na comédia "Cloaca"



Pela primeira vez tive o privilégio de assistir dia 19 de Março de 2011 no Espaço Viga em São Paulo a um espetáculo teatral do expressivo e conceituado Grupo TAPA apresentando a aclamada comédia "Cloaca" que conta com a participação de Dalton Vigh e grande elenco.
"Cloaca", um texto inédito no Brasil, foi escrito em 2002 pela holandesa Maria Goos e logo ganhou montagens em diversos países, pois sua linguagem e temas contemporâneos despertam na platéia uma identificação que ultrapassa fronteiras geográficas. Em cena, quatro ex-amigos de faculdade que usavam a palavra "Cloaca" como saudação reencontram-se após vários anos, agora, todos já na casa dos 40, e tentam reviver um pouco do passado. Nesse encontro, eles irão discutir temas como masculinidade, amizade, frustrações e problemas pessoais, e tudo numa linha cômica.
O ponto de encontro é o apartamento de Pieter (Tony Giusti), um funcionário público gay que está em apuros por se apropriar indevidamente de obras de arte da prefeitura. Jan (André Garolli), um político medíocre prestes a ser nomeado ministro, é o primeiro a chegar, pedindo abrigo após se separar da esposa. Tom (Dalton Vigh), um advogado que acabou de sair de uma clínica para dependentes químicos, é chamado para ajudar na "causa" das obras de arte. E Martin (Brian Penido Ross), um frustrado diretor de teatro, junta-se ao grupo na véspera de estrear sua nova peça.
Esse reencontro vai provocar uma série de situações que irá testar os limites entre a amizade e o egoísmo.
E para os preconceituosos de plantão que insistem em se colocar e até levantar bandeiras contra os atores de TV no teatro, principalmente os que muitas vezes fazem a linha dos galãs como é o caso de Vigh, deixo minha opinião e impressões de sua atuação nesta peça: Dalton Vigh, sem dúvida nenhuma destaca-se entre os artistas por sua concentração, presença de palco e interpretação única fazendo uma das personagens mais cômicas do quarteto, mesmo tendo que viver na pele de Tom, que aparentemente, apresenta o maior dos problemas entre os amigos: O vicio em cocaína.
Bom, apesar de um toque de dramaticidade desta história e da diferente realidade de cada um dos amigos, o público se diverte durante as quase duas horas de apresentação.